Gestão
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Desvio Rizzo

A antiga Colônia Sertorina, onde hoje é o Bairro Desvio Rizzo, havia sido adquirida por Tancredo Feijó no século XIX. Na época Tancredo era coronel e vice-intendente da cidade de Caxias do Sul. Após alguns anos as terras foram vendidas para as famílias Blaut e Ely, que possuíam engenhos de beneficiamento de madeira. Com a grande extração de pinheiros, o local ficou desmatado sendo, portanto, abandonado por estas famílias.

Em 1889 chegou na região do Desvio Rizzo a família Poloni. Seu patriarca, Pedro Poloni, veio a região para ser auxiliar de agrimensor na construção dos trilhos do trem. Após algum tempo outras famílias estabeleceram-se nas terras vizinhas, passando a viver de acordo com as condições precárias do local.

Alguns anos mais tarde estabeleceu-se na região o Matadouro Rizzo, estabelecimento este que trouxe inúmeros benefícios para a região. O gerador de propriedade da empresa passou a fornecer energia elétrica para os moradores até 1948, quando o fornecimento passou a ser feito pela CEEE. Em 1972 a SAMAE iniciou os trabalhos da rede hídrica no distrito, melhorando ainda mais a qualidade de vida da população.

Periodicamente ocorriam os chamados “filós”, encontros onde podia-se jogar cartas e futebol, cantar, dançar, conversar, bordar e trocar receitas culinárias. Além dos filós, eram organizados bailes na casa de José Cripa. No clube São José, que anteriormente chamava-se Sorriso, foi instalado um cinema, que contratava os filmes pela Mesbla de Porto Alegre, e era operado por Constante Poloni.

Atualmente o bairro Desvio Rizzo dista 9 km da sede administrativa municipal. Seu moradores realizam a Festa de São José, Festa de São Cristóvão e a Festa do Agricultor. A base da economia local é a viticultura.


Linha Feijó

Conceição da Linha Feijó é mais uma das muitas comunidades da nossa região, originária da Imigração Italiana, porém a riqueza artística e cultural de sua história é peculiar. Segundo anotações de Carlos (Carlin) Fabris, publicadas no livro La Mérica, de Luis A. De Boni, a história de Conceição da Linha Feijó inicia-se em 1884 com a chegada de seu primeiro imigrante, Andrea Dani, que instaulou-se às margens do rio Belo, numa colônia da Linha Feijó. Linha Feijó era uma grande faixa de terra, localizada no atual município de Caxias do Sul, pertencente ao Conde Luiz Antônio Feijó Júnior, que foi vendida em lotes para os primeiros imigrantes.

Religiosidade e Fé

Em 1888, os moradores da Linha Feijó, atualmente São Marcos, começaram a organizar-se para a construção de uma igreja em honra a São Marcos. O artesão Nane Lora, imigrante vindo de Valdagno, ofereceu-se para construir uma igreja de madeira igual à de sua terra natal que ele ajudara a construir, porém, a decisão dos particpantes da reunião foi pela construção de uma igreja de pedra.

Então, Nane Lora, não contente com a decisão, convenceu a comunidade vizinha, atual Conceição da Linha Feijó, a organizar-se para a construção de uma igreja de madeira. Na época, Eduardo de Azevedo de Souza doou um terreno para que fosse construido a igreja, uma praça e uma escola. Em homenagem a este bem feitor, a comunidade ficou conhecida como Eduardina.

O povo de Eduardina carregou madeira e trabalhou na roça de Nane Lora enquanto ele construía a igreja. A esposa de Eduardo de Azevedo de Souza, Dona Maria da Conceição, doou uma imagem de Nossa Senhora da Conceição esculpida em madeira. A igreja foi inaugurada no dia 08 de dezembro de 1891 com as bênçãos do Padre Carmine Fasulo.

Segundo pesquisa na Diocese de Caxias do Sul, foi em agosto de 1912 que Eduardina passou a ser Curato da Imaculada Conceição da Linha Feijó. Na época, curato era uma fase preparatória para ser paróquia, mas já possuía autonomia sobre cinco capelas e 185 famílias. Posteriormente tornou-se paróquia, tendo como primeiro pároco o Padre Antonio Pertille.

No dia 08 de dezembro de 1924, foi lançada pelo Cônego João Meneguzzi a pedra fundamental da nova Igreja Matriz de Conceição da Linha Feijó. Durante alguns anos, os próprios moradores fizeram os tijolos numa olaria na mesma localidade. Em janeiro de 1927 iniciou-se a construção da igreja, sendo concluída no ano seguinte.

A Congregação dos Padres Josefinos assumiu a administração da paróquia por volta de 1932. Em dezembro de 1946, o Padre Paulino de Caxias realizou a solenidade de bênção da pedra fundamental do Seminário dos Padres Josefinos, construído pela própria comunidade e inaugurado em dezembro de 1947.

Durante o período de administração dos Padres Josefinos, as funções religiosas eram cumpridas a risca e a participação da comunidade nas cerimônias era obrigatória.

Religião e Arte

Em 1957, o Padre Bernardino Cuiffa, com auxílio dos noviços do seminário e contando com pessoas da comunidade como modelos, pintou em uma das paredes da igreja o quadro Anunciação à Maria. A partir de 1962, o Padre Aleixo Susin deu continuidade às pinturas nas paredes da igreja sempre com cenas alusivas à vida de Nossa Senhora.


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