Galópolis surgiu em 1892 com a vinda de italianos oriundos da região de Schio e que imigraram para o Brasil em consequência de um movimento grevista dissolvido à força pelo Estado em favor da classe patronal. Dos 308 tecelões grevistas que imigraram para o Brasil, alguns chegaram ao Rio Grande do Sul e se fixaram em várias cidades, entre elas, Caxias do Sul.

Os que vieram para Caxias estabeleceram-se nas terras devolutas da 4ª e 5ª léguas, denominando o lugar como “Profondo” (abismo). A existêcia de arroios e quedas dágua em abundância levou os imigrantes a organizarem uma rudimentar tecelagem em forma de cooperativa para fornecer a energia que movimentaria as rodas dos moinhos. O grupo de sócios dessa cooperativa era composto por José Comerlato, João Batista Tisot, José Bolfe, Angelo Basso, José Casa, Otávio Curtolo, Jacinto Vial, João Sartor, Batista Mincato, José Berno, entre outros .

A pequena tecelagem foi inaugurada em 29 de janeiro de 1898 com teares adquiridos de uma empresa italiana falida. A sua instalação promoveu a organização da vila e reinvidicações por melhorias nas condições de acesso, conforme petição enviada ao Intendente Municipal Campos Júnior, ainda em 29 de abril de 1897.

Sem sucesso industrial e comercialmente, os sócios da cooperativa foram forçados a vender a fábrica em 1907 para o italiano Ércole Galló, químico tintureiro da firma F.G. Rheingantz e Cia. (Cia União Fabril) da cidade de Rio Grande. Galló foi Vice-Intendente do município de Caxias do Sul entre 1914 e 1915. Do seu nome deriva-se o primeiro distrito de Caxias, Galópolis.

A pequena tecelagem, organizada pelo grupo de imigrantes italianos, transformou-se no Lanifício Chaves Irmãos e Cia. Em 1913, com o objetivo de ampliar a tecelagem, Galló associou-se a Pedro Chaves Barcellos, sócio principal da empresa Chaves Almeida, de Porto Alegre. A comunidade agrupou-se ao redor da fábrica e em 1979 a Chaves Almeida foi adquirida pelo Grupo Alfred, passando a denominar-se Lanifício Sehbe S/A.

Segundo boletim da empresa, de março de 1985, a Lanifício Sehbe empregava 700 funcionários, ou seja, um quarto da população da vila na época. Segundo pesquisa de alunos da Universidade de Caxias do Sul, em 1984 residiam em Galópolis 2.759 pessoas. Entretanto, deve ser levado em consideração que a maior parte dos funcionários da área administrativa procedia de Caxias, e boa parte da mão de obra procedia de localidades vizinhas. Atualmente, a região administrativa de Galópolis conta com aproximadamente 6.800 habitantes.


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