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Atendimentos do Centro de Referência da Mulher aumentam 60%

1.138 mulheres buscaram o serviço pela primeira vez em 2018

Atualizada dia

O Centro de Referência da Mulher (CRM), vinculado à Secretaria Municipal de Segurança Pública e Proteção Social (SMSPPS), realizou 5.302 atendimentos no ano de 2018. Os dados mostram um aumento de 60% em relação ao ano anterior, quando os serviços foram efetuados cerca de 3,3 mil vezes. No comparativo com 2016, o aumento foi de 120%, quando ocorreram em torno de 2,4 mil atendimentos. Os números incluem escuta qualificada, acompanhamentos, orientação por telefone, atendimento jurídico e Grupos de Orientação Psicossocial.

Os serviços alcançaram 2.811 mulheres entre janeiro e novembro de 2018. Conforme Thais Dallegrave Bampi, gerente do CRM, o número de atendimentos é maior do que o de pessoas atendidas porque muitos casos requerem acompanhamento e novos procedimentos. “Em 2017, atendemos 1.987 mulheres, cerca de 40% a menos do que em 2018. Outro dado que verificamos é que cerca de 67% dos agressores não têm antecedentes criminais”, salienta.

Segundo Thais, 2018 foi um ano de avanços para o serviço, com a adoção de um formulário de Avaliação de Risco de Violência Doméstica e Familiar. “O protocolo foi elaborado a partir de manuais e orientações técnicas de organizações de proteção à mulher e consiste em identificar o grau de periculosidade de cada situação. O processo nos ajuda na tomada de decisões para prevenção de futuros atos violentos, já que os casos de maior risco são avaliados primeiro”, esclarece.

Também foram realizadas 59 atividades educativas durante o ano, com a temática Violência Contra a Mulher e Relacionamentos Abusivos. Foram palestras, rodas de conversa, sensibilizações e divulgação dos serviços. O objetivo é conscientizar as vítimas sobre sua situação de violência. “É importante considerar o protagonismo dessas mulheres para que elas compreendam a gravidade da situação e possam buscar ajuda”, salienta Thais. As ações ocorreram em comunidades, UBSs, escolas e empresas, e podem ser agendadas com o CRM.

Qualquer vítima pode buscar o Centro de Referência da Mulher, seja presencialmente (no terceiro andar do Centro Administrativo, rua Alfredo Chaves, nº 1333), ou pelo telefone (54) 3218.6112, das 8h às 17h.

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Foto por Virgínia Centeno

Foto por Mateus Argenta

Foto por Mateus Argenta

2018 marcado por ativismo e ações educativas

A Coordenadoria da Mulher, que também integra a SMSPPS, atingiu cerca de 9 mil pessoas no ano, com atividades preventivas e de conscientização. Palestras, rodas de conversa, cursos profissionalizantes e orientações em praça pública reuniram o público da comunidade em geral e da Rede de Proteção à Mulher em diversas localidades.

O projeto Mulheres em Ação, que mescla oportunidade de geração de renda com discussão e reflexão sobre empoderamento feminino, foi um dos destaques de 2018. Em duas edições, 23 mulheres em situação de vulnerabilidade social participaram dos cursos de Design de Sobrancelhas ou Manicure e Pedicure e também de rodas de conversa. As atividades ocorreram nos loteamentos Campos da Serra e Rota Nova.

Outro ação significativa foi a campanha “16 dias de ativismo pelo fim da violência contra as mulheres”, alusiva ao Dia Internacional da Não Violência Contra a Mulher, celebrado em 25 de novembro. Nas duas semanas de programação, debates, palestras e seminários, a coordenadoria discutiu e apresentou teses sobre o assunto. Atividades como a Delegacia Móvel levaram orientações e conscientização para mulheres em diferentes áreas de Caxias do Sul. Cerca de 2 mil pessoas participaram dessa campanha.

Tipos de violência contra a mulher

Violência física: é entendida como qualquer conduta que ofenda a integridade corporal da mulher, como tapas, empurrões, chutes, socos, bofetadas, etc.

Violência psicológica: qualquer conduta que cause dano emocional, diminuição da autoestima ou que prejudique e perturbe o pleno desenvolvimento da mulher, buscando degradar ou controlar suas ações, comportamentos, crenças e decisões, mediante constrangimento, humilhação, manipulação, isolamento, vigilância constante, perseguição, insulto, chantagem, ridicularização, exploração e limitação do direito de ir e vir ou qualquer outro meio que lhe cause prejuízo à saúde psicológica e à autodeterminação.

Violência sexual: qualquer conduta que constranja a mulher a presenciar, a manter ou participar de relação sexual não desejada, mediante intimidação, ameaça, coação ou uso de força; que a induza a comercializar ou a utilizar, de qualquer modo, a sua sexualidade; que a impeça de utilizar qualquer método contraceptivo ou que a force ao matrimônio, à gravidez, ao aborto, à prostituição, mediante coação, chantagem, suborno ou manipulação, ou que limite ou anule o exercício de seus direitos sexuais e reprodutivos.

Violência patrimonial: qualquer conduta que configure retenção, subtração, destruição parcial ou total de seus objetos, instrumentos de trabalho, documentos pessoais, bens, valores e direitos ou recursos econômicos, incluindo os destinados a satisfazer suas necessidades.

Violência moral: qualquer conduta que configure calúnia, difamação ou injúria.

Violência digital: divulgação de fotos íntimas; uso de redes sociais para discurso de ódio; assédio por meio de difamação online ampliando a condição de vulnerabilidade da mulher.

Como denunciar

Mulheres em situação de violência podem buscar atendimento no Centro de Referência para a Mulher (CRM), ou nos seguintes telefones:

Coordenadoria da Mulher: (54) 3218.6026
Centro de Referência para a Mulher: (54) 3218.6112
Delegacia Especializada no Atendimento à Mulher (DEAM): (54) 3220.9280
Patrulha Maria da Penha: (54) 9 8423.2154
Central de Atendimento à Mulher: telefone 180

Assessoria de Imprensa - SMSPPS