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  4. Abril

Samae identifica quase 700 irregularidades por ano em ligações de águas

Em dois anos, foram identificadas 1,5 mil infrações, como ligação clandestina, danificação de hidrômetro e instalação irregular de torneira

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O Serviço Autônomo Municipal de Água e Esgoto (Samae) realiza um trabalho permanente de fiscalização com o objetivo de combater o consumo clandestino de água, os populares 'gatos'. Desde o início de 2017 até março de 2019, a autarquia identificou 1,5 mil irregularidades na rede, como ligação clandestina, danificação de hidrômetro, violação do lacre, instalação irregular de torneira ou intervenção no ramal público.

Esses tipos de infração têm como objetivo impedir que o relógio calcule o consumo real de água do imóvel ou até mesmo nem realize essa medição. Os prejuízos decorrentes dessas práticas causam impactos para o Samae, mas também são compartilhados com os demais consumidores, conforme destaca o fiscal da autarquia, Evandro João Valandro. "Para o Samae, os 'gatos' causam sobrecargas nas redes de água e, para o consumidor, a ação prejudica o abastecimento de quem paga em dia a conta, além de acarretar na redução da pressão da rede, assim como no surgimento de vazamentos", salienta Valandro.

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Foto por Ana Paula Rossi

Foto por Ana Paula Rossi

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O trabalho de fiscalização baseia-se principalmente em denúncias, geralmente realizadas pelo telefone 115 e de forma presencial na Seção de Atendimento do Samae (Rua Pinheiro Machado, 1615, bairro Centro). Quando há casos suspeitos, as equipes de fiscalização são acionadas para verificarem o local em busca da irregularidade. Caso a infração não esteja visível, é necessário o apoio de equipes de serviço terceirizado, a fim de executar os cortes.

As denúncias podem ser realizadas de forma anônima pelo telefone 115. Basta informar o endereço correto da suspeita, com ponto de referência para facilitar o processo.

Tipos de corte do fornecimento de água:

Corte com bucha: é colocada uma bucha na ponteira (parte que liga o hidrômetro ao encanamento do imóvel) para impedir a passagem de água.

Corte no cavalete: é utilizada uma máquina para inserção da bucha no interior da tubulação do cavalete.

Corte no cavalete com eliminação do T: é o corte usado em casos onde existem duas ou mais ligações no mesmo cavalete. É retirado o T que leva água para os hidrômetros, interrompendo o abastecimento apenas para o consumidor com irregularidades.

Corte no ramal: o ramal está localizado geralmente na calçada. Neste caso é realizada uma compressão e é inserida uma bucha vedando a passagem de água.

Corte na rede: é realizada a abertura do pavimento, a fim de localizar o ponto onde o ramal do consumidor é conectado na rede. Com isso, é possível fechar o registro, impedindo a passagem de água.

Corte na rede com eliminação do colar de tomada: é feita a abertura no pavimento e, após localizar o colar de tomada de água (espécie de anel em PVC que libera água da rede para o ramal), é feita sua retirada. No seu lugar é inserida uma luva de contenção da água.

Assessoria de Imprensa - Samae