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  3. 2019
  4. Agosto

Cadela-guia: maior inclusão para estudante com deficiência da rede municipal

Tina é a companheira de sala de aula do estudante Gabriel dos Santos, da Escola José Protázio de Souza

Atualizada dia

Gabriel Borsoi dos Santos, 10 anos, é um menino de sorriso cativante. Estudante do 4º ano da Escola Municipal de Ensino Fundamental José Protázio Soares de Souza, do bairro Jardim Eldorado, Gabriel é um dos 1.200 estudantes da rede municipal de ensino que possui algum tipo de deficiência, sendo a dele deficiência física.

Dois anos atrás, em uma sessão de fisioterapia, Gabi (como é chamado) e sua mãe, Camila Borsoi de Nalle, conheceram o serviço do Centro de Adestramento Vale da Neblina, que treina cachorros para dar assistência a pessoas com deficiência (PcDs). Interessados no assunto, eles adotaram Tina, uma cachorra, da raça labrador, para ajudar Gabi nas suas atividades diárias.

A família entrou em contato com a adestradora do centro, Janaína Ganzer, para treinar o animal.

“Nós pensávamos em pegar um cão pequeno, porque o Gabi queria muito, mas quando descobrimos que, além de fazer companhia, o cachorro poderia ajudá-lo nas suas atividades, fomos direto comprar um cachorro grande e procuramos a Janaína para iniciar os treinamentos”, conta Camila.

Hoje, Tina já sabe diversos comandos para ajudar o dono. Ela junta e entrega na mão dele qualquer objeto que cair no chão, abre e fecha todas as portas e está aprendendo a ligar e desligar os interruptores de luz. Além disso, o acompanha, sempre ao lado da cadeira de rodas, na vinda até a escola e na volta de casa e em todas as demais atividades que Gabi não consiga realizar sozinho.

Janaína explica que, enquanto Tina estiver usando o colete, ela está ciente que toda sua atenção deve estar voltada para o Gabi.

“Com o colete, ela está trabalhando, por isso é importante também que as demais pessoas não fiquem brincando ou distraindo ela, porque essa hora o foco é no Gabi. Mas quando ela está sem o colete, ela brinca e se diverte como qualquer outro cachorro”, afirma.

A diretora da escola, Letícia Comerlato, conta que a escola está sempre de portas abertas para Tina e que o trabalho de inclusão é uma prática cotidiana na instituição.

“No total, nós temos 35 estudantes com deficiência. Eles trabalham muito bem em sala de aula, as professoras de Atendimento Educacional Especializado (AEE) orientam bem os demais professores. Os alunos se sentem bem aqui na nossa escola”, pontua.
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Foto por Carolina Canton

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Equoterapia

Um serviço oferecido aos estudantes com deficiência da rede municipal de ensino é a equoterapia, no Espaço de Equoterapia, em São Virgílio. Para aquelas que não têm como acessar o local, há a disponibilidade de transporte para a criança e um acompanhante.

Hoje, são cinco turmas de oito estudantes. No total, são 40 atendimentos por semana. Cada estudante tem direito a 20 sessões, uma vez por semana. Para ter acesso ao serviço, a escola deve entregar, à equipe multiprofissional da Secretaria Municipal da Educação (Smed), uma ficha de inscrição, acompanhada de laudo médico com diagnóstico da deficiência e atestado que a criança está apta para montar no cavalo.

De acordo com a gerente do Atendimento de Educação Especial da Smed, Paula Martinazzo, o estímulo proporcionado na prática equoterápica oferece à criança com deficiência um trabalho interdisciplinar, nos aspectos da educação, saúde e promoção social.

“Ao ultrapassar os portões escolares, proporciona ao estudante um novo olhar para o mundo que o rodeia, o contato com a natureza e a conquista de novas formas de aprendizagem. Assim, facilita seu desempenho em sala de aula, uma vez que contribui na coordenação motora, raciocínio lógico-matemático, autoestima, concentração, entre tantos outros benefícios”, destaca.

Assessoria de Imprensa - Smed