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Secretaria de Obras de Caxias do Sul faz intercâmbio técnico com Secretaria de Obras de São Paulo

Pasta também conheceu novas tecnologias para drenagem e saneamento no 30º encontro técnico Fenasan

Atualizada dia

A Secretaria Municipal de Obras e Serviços Públicos (Smosp) participou, na última semana, da 30ª Feira Nacional de Saneamento (Fenasan), em São Paulo. O evento expõe as principais novidades e tecnologias para a área no Brasil e no exterior. Na oportunidade, o titular da pasta, engenheiro Leandro Pavan, também conheceu o funcionamento da Secretaria Municipal de Infraestrutura Urbana e Obras (Siurb) da capital paulista. As experiências fundamentam a busca por novidades e tendências para a área de drenagem e saneamento básico em Caxias do Sul.

Na Fenasan, além da apresentação de novas tecnologias, fornecedores de materiais adquiridos pelo Município expuseram sua gama atualizada de produtos. “Isso qualifica as compras da prefeitura. Abre a possibilidade futura de implantarmos inovações em nossas frentes de trabalho, minimizando custos e tempo empregado. Consequentemente, repercute na eficiência das operações, com utilização de métodos, materiais e equipamentos mais modernos”, explica Pavan. O encontro também teve a presença de técnicos e diretores da Companhia de Saneamento Básico do Estado de São Paulo (Sabesp).

Dentre as novidades apresentadas, estiveram caixas para inspeção da rede de drenagem feitas de plástico, inteiras – atualmente, a Smosp constrói esses pontos com tijolos. Também constaram sistema para detecção de obstrução na rede por meio de frequência com ondas sonoras, além de câmeras de alta resolução e alcance de até 100 metros nas tubulações, permitindo a identificação de pontos comprometidos das estruturas. “Com essa tecnologia, podemos encontrar o ponto exato de obstrução ou ruptura, por exemplo, de uma galeria subterrânea (muitas vezes, localizadas a mais de 10 metros abaixo do nível do solo). Isso otimizaria os trabalhos e racionalizaria o custo com materiais. São exemplos de alguns itens observados que estudaremos quanto ao custo-benefício para a cidade”, comenta Pavan.

No evento, também foram trocadas experiências sobre processos de abertura de valas, canalizações subterrâneas não-destrutivas e contenções. “Muito da tecnologia empregada hoje é fruto de inovações pesquisadas e estudadas no passado. A busca deve ser constante para facilitar e aumentar o rendimento do nosso trabalho. Também tivemos a oportunidade de verificar novas metodologias, com o diagnóstico do problema e o estudo da solução mais apropriada”, ressalta.

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Foto por Divulgação Smosp

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Capital paulista

Na Secretaria Municipal de Infraestrutura Urbana e Obras de São Paulo, Pavan e a engenheira Sabrina Crivellaro Becker, da Smosp, foram recebidos pelo titular da Siurb, Vitor Aly e pelo engenheiro da pasta, Osmar Santos. Eles tiveram a oportunidade de conhecer obras relevantes, como dois tanques de detenção (piscinão) que, juntos, comportarão 200 mil metros cúbicos de água. A obra tem ainda uma lagoa com capacidade para 110 mil metros cúbicos. A título de comparação, em Caxias do Sul, o maior tanque já construído pode receber pouco mais de 27 mil metros cúbicos (conhecido como tanque da Hyundai).

O investimento da prefeitura paulista equivale a quase R$ 200 milhões. A obra contempla ainda três túneis de macrodrenagem, toda a canalização entre as estruturas e o deságue junto a um arroio local. “Foi importante termos conhecido essa obra, justamente agora que estamos projetando um túnel de macrodrenagem que beneficiará 15 bairros. Estamos na fase de elaboração do projeto executivo, com as especificações detalhadas. Será uma obra de grande porte para minimizar possibilidades de alagamentos, alcançando 180 mil moradores”, destaca Pavan.

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O titular da Smosp também visitou instituições de fomento, como o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), para prospectar opções de financiamento para as ações e demandas da pasta. “Enquanto em Caxias é cobrado apenas o afastamento do esgoto, via Samae, em São Paulo, é recolhida uma taxa adicional da população para afastamento da água da chuva (drenagens, reservatórios, etc). Aqui, todos os elevados investimentos com manutenção e ampliação da estrutura de drenagem são viabilizados com recursos próprios, sem cobrança adicional. Percebemos que os principais problemas na área de infraestrutura de ambas as cidades são os mesmos, guardadas as proporções. Por isso, foi possível compartilhar conhecimentos no atendimento das demandas”, indica o secretário.

São Paulo conta com 32 subprefeituras, enquanto Caxias tem 11. Apenas uma das subprefeituras, por exemplo, tem mais de 770 mil habitantes, enquanto todo o município caxiense chega a pouco mais de 500 mil. Caxias do Sul, no entanto, tem maior extensão territorial, sendo de competência da Smosp a manutenção de todas as estradas do interior e do meio urbano.

Assessoria de Imprensa - Smosp