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Secretaria da Saúde promove ações alusivas ao Dia Mundial de Luta Contra a Aids

Caxias do Sul tem duas mil pessoas em tratamento para HIV

Publicada dia

A Secretaria Municipal da Saúde (SMS) promove ações alusivas ao Dia Mundial de Luta contra a Aids, celebrado em 1º de dezembro. A primeira atividade ocorre junto ao quarto mutirão de consultas especializadas, neste domingo (1º/12). A equipe do Serviço Municipal de Infectologia fará aconselhamento sobre prevenção e tratamento de Infecções Sexualmente Transmissíveis (ISTs) e testes rápidos para diagnóstico do HIV, das 8h às 17h, no Centro Especializado de Saúde (CES).

Helen Dalla Santa Prux, psicóloga e coordenadora em exercício do Serviço Municipal de Infectologia, esclarece que qualquer pessoa, com idade acima de 14 anos, pode fazer o exame. Também não é necessário agendar horário, basta comparecer ao CES com um documento de identidade oficial com foto e, quem possui, o Cartão SUS.

No dia 05/12, a equipe vai à Secretaria Municipal de Obras e Serviços Públicos (Smosp). Os servidores terão a oportunidade de fazer o teste e se informar sobre as ISTs. Em 10/12, a iniciativa será levada ao Hospital Geral. O público em geral terá acesso ao exame e aos esclarecimentos das 9h às 12h e das 13h às 16h, no saguão do setor de radioterapia da instituição.

Em Caxias do Sul, há 2,5 mil pessoas em tratamento para HIV/Aids, segundo dados da Vigilância Epidemiológica da SMS. Desse total, quase duas mil são residentes da cidade. Os demais são de municípios vizinhos. Em 2018, foram notificados 367 novos casos no município. Mais de 50% deste total, tinham entre 20 e 39 anos de idade. No mesmo período, ocorreram 24 óbitos por esta causa.

O foco do trabalho de combate à Aids é a prevenção. No município, preservativos (masculino e feminino) estão disponíveis gratuitamente a quem desejar nas Unidades Básicas de Saúde (UBSs) e no Centro de Testagem e Aconselhamento, localizado junto ao CES (1º andar).

O teste para diagnóstico da infecção pelo HIV, e também para sífilis e hepatites B e C, pode ser realizado a qualquer momento no Centro de Testagem e Aconselhamento e também nas UBSs. Para fazer o exame, não há necessidade de encaminhamento, basta ir até o serviço levando um documento de identidade com foto e o Cartão SUS. O Centro atende de segunda a quinta-feira, das 7h às 15h, e na sexta-feira das 7h às 14h, sem necessidade de marcar data e horário para se submeter ao teste. Já nas UBSs o exame costuma ser feito mediante agendamento prévio.

Município oferta nova opção preventiva para populações-chave

Segundo Helen Prux, psicóloga e coordenadora do Serviço Municipal de Infectologia, o uso do preservativo é a forma mais simples de evitar o HIV, mas há outros meios que devem ser considerados. Entre eles, a testagem regular, medidas de redução de danos entre dependentes químicos e início imediato do tratamento para todos os diagnosticados.

Há também estratégias dirigidas às chamadas populações-chave, ou seja, pessoas que se encontram em constante situação de risco para a infecção, segundo critérios do Ministério da Saúde. Para essas, há alternativas como a profilaxia pré e pós exposição ao vírus (PREP e PEP) e, mais recentemente, o autoteste de HIV.

Desde outubro, o município passou a contar com o autoteste de HIV. O objetivo do novo método é facilitar o diagnóstico a populações que historicamente têm dificuldade em acessar os serviços de saúde. “A ideia é que alguém com mais acesso ao serviço atue como mediador, retirando o autoteste e entregando à pessoa sem acesso. Ele pode ser feito em qualquer lugar e no momento que o usuário preferir, sozinho ou com alguém em quem confia. É simples, basta seguir o passo a passo”, explica Helen.

Ela alerta, porém, que o resultado do autoteste não é definitivo, mas orientador. “O resultado pode ser reagente ou não reagente. Se reagente, aí sim a pessoa deve procurar o serviço de saúde para realizar outros exames, que irão confirmar ou não este primeiro resultado. Só o profissional de saúde pode dar o diagnóstico definitivo”, afirma.

Todas as pessoas diagnosticadas com HIV recebem tratamento na rede pública. “Assim, evita-se a evolução da doença e garante-se a qualidade de vida do paciente, mesmo ele vivendo com o vírus”, conclui.

Assessoria de Imprensa - SMS