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Campanha 16 Dias de Ativismo Pelo Fim da Violência Contra as Mulheres envolve cerca de cinco mil pessoas

Programação realizada pela Coordenadoria da Mulher contou com atividades de orientação, capacitação e divulgação da rede de proteção

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As atividades da campanha 16 Dias de Ativismo Pelo Fim da Violência Contra as Mulheres, que ocorreu de 25/11 a 10/12 com promoção da Coordenadoria da Mulher da Secretaria Municipal de Segurança Pública e Proteção Social (SMSPPS), envolveram cerca de cinco mil pessoas. Foram realizadas capacitações para a Rede de Proteção à Mulher, palestras, seminários e ações de orientação e divulgação para comunidade.

A campanha faz parte de um movimento mundial promovido pela sociedade civil e poder público, com o objetivo de incentivar o ativismo pelo fim da violência. A primeira atividade foi a assinatura do novo Protocolo de Intenções da Rede de Proteção à Mulher, no dia 25/11, atualizando o documento que havia sido criado em 2008. O protocolo estabelece as atribuições e funcionamento da Rede, que consiste de diversas entidades públicas e privadas que trabalham para atender mulheres vítimas de violência.

No dia 26/11, a cerimônia de lançamento da campanha contou com a apresentação da cartilha “todas E todos pelo fim da violência contra a mulher”, do Mistério Público, com Luiz Carlos Prá; além do lançamento da 2ª edição do calendário da Rede; e a presentação do cenário da violência doméstica e familiar do Município com a gerente do Centro de Referência da Mulher (CRM), Suzane Beatriz Dillenburg.

O calendário traz os serviços da Rede, com telefone para contato, facilitando o acesso. Cerca de 2,9 mil pessoas receberam um exemplar durante ações da campanha, nos serviços membros da Rede, Unidades Básicas de Saúde (UBS), escolas públicas, Centros de Referência de Assistência Social (CRAS) e outros locais.

Um dos destaques da programação foi a Delegacia Móvel, atingindo cerca de 2,1 mil pessoas. Nos dias 27 e 28/11, o ônibus da ação esteve em locais com grande movimentação, como a Estação Principal de Integração (EPI) Imigrante, a EPI Floresta, as proximidades do Shopping Prataviera e os Pavilhões da Festa da Uva durante da Feira da Aprendizagem Profissional.

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Foto por Veronice Paim

Foto por João Pedro Bressan

Foto por João Pedro Bressan

A equipe da Coordenadoria, Centro de Referência da Mulher e a delegada Carla Zanetti, titular da Delegacia Especializada de Atendimento à Mulher (DEAM) de Caxias do Sul, junto a outros agentes da polícia, abordaram a população para dialogar sobre violência doméstica e familiar contra a mulher, direitos da mulher e sobre a Rede de Proteção. A partir dos atendimentos da Delegacia Móvel, cerca de 10 mulheres vítimas de violência foram encaminhadas à DEAM para os demais procedimentos.

Diversas capacitações voltadas à Rede de Proteção reuniram cerca de 350 pessoas e trataram temas como violência de gênero, doméstica e amparo legal da mulher com deficiência, entre outros assuntos. Para a titular da Coordenadoria da Mulher, Janete Thomé, a campanha 16 Dias de Ativismo atingiu os objetivos. “Realizar a campanha é um desafio para nós, visto que a cada ano procuramos proporcionar um engajamento cada vez maior do poder público e da sociedade civil, atingindo um número maior de pessoas para que haja uma sensibilização do tema, relacionado ao enfrentamento da violência doméstica e familiar”, enfatizou.

Conforme Janete, a Coordenadoria planeja sempre ações que efetivamente atinjam a comunidade e que façam a diferença na vida das pessoas. “Em 2019, encerramos a campanha com nossas metas alcançadas e nos trazendo ainda mais desafios para o ano de 2020. Nossa luta continua para que toda a população, independente do gênero de cada um, se sensibilize sobre a importância de falarmos sobre esse assunto, pois sabemos que as mulheres muitas vezes sofrem caladas por atitudes machistas que são impostas culturalmente aos homens”, salientou.

“A campanha materializa um trabalho que realizamos durante todo o ano e que deve ser discutido amplamente pela sociedade. Precisamos romper as barreiras dos lares e dar voz a tantas mulheres que sofrem caladas, que têm seus direitos violados dia a dia e que em meio a tanta vulnerabilidade não conseguem encontrar ou vislumbrar alternativas para romper situações perversas de violência. A rede e a comunidade têm um papel fundamental para garantir a proteção das mulheres, seja através da denúncia, seja através do acolhimento, da escuta, do encorajamento e do apoio a tantas vítimas”, resumiu Franciele Roso, diretora de Proteção Social da prefeitura.

Assessoria de Imprensa - SMSPPS