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Morte de bugios alerta para circulação de febre amarela no interior de Caxias do Sul

Publicada dia

O alto número de bugios encontrados mortos neste ano em Caxias do Sul alerta para a circulação da febre amarela no interior do município. Um total de 30 macacos foram localizados mortos neste ano, todos no mês de abril; destes, a Vigilância Ambiental em Saúde confirma duas mortes por febre amarela e aguarda o resultado de exames em 10 animais. Dos outros 18 macacos, não foi possível coletar material para testes. Não há notificação da doença em humanos.

“É uma quantidade grande encontrada em pouco tempo, o que sinaliza que a circulação da febre amarela está ocorrendo no interior do município”, ressalta Rogério Poletto, médico veterinário da Vigilância Ambiental em Saúde, ligada à Secretaria Municipal da Saúde (SMS).

O caso mais recente de febre amarela na população de Caxias do Sul ocorreu em 2018, por uma pessoa que contraiu a doença em outro Estado. No entanto, a morte de 30 bugios reforça a necessidade de buscar a vacina, que faz parte do calendário de vacinação: em 2020, a cobertura vacinal da população foi de 76%.

“A principal forma de prevenção da doença é a vacina. Desde o ano de 2009, o município entrou como área de recomendação da vacinação para febre amarela. Por esse motivo, a vacina faz parte do calendário de vacinação da população caxiense. A Secretaria orienta a população que ainda não é vacinada, em especial as pessoas que residem nas áreas rurais, que busquem uma UBS”, destaca a diretora da Vigilância em Saúde, Juliana Argenta Calloni.

Pessoas que já fizeram a vacina contra febre amarela não precisam mais aplicá-la, já que a imunidade é permanente. Para os que ainda não fizeram, as Unidades Básicas de Saúde (UBSs) aplicam as vacinas às quartas-feiras (devido à curta validade do imunizante, os frascos são abertos para aplicação apenas um dia por semana).

Casos de macacos encontrados mortos podem ser informados diretamente para a Vigilância Ambiental em Saúde pelo telefone 3202-1438, das 8h às 17h.

Foto por Vigilância Ambiental em Saúde, Divulgação