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Secretária projeta novo concurso, mais mutirões e vinda de profissionais do Médicos do Brasil para 2022

Daniele Meneguzzi participou nesta segunda-feira de reunião na Câmara de Vereadores

Atualizada dia

Em reunião na Câmara Municipal na manhã desta segunda-feira (13/12), a secretária da Saúde, Daniele Meneguzzi, apresentou dados sobre o cenário atual da saúde pública em Caxias do Sul e as ações previstas para os próximos meses, dentre elas, a continuidade dos mutirões de consultas na Atenção Primária à Saúde (até então inéditos no Município), a abertura de novo concurso para a contratação de médicos e a vinda de profissionais por meio do programa Médicos do Brasil. Também participaram o diretor Jurídico da Secretaria Municipal da Saúde (SMS), Mário Gregoire Taddeucci; a diretora do Departamento de Avaliação, Controle, Regulação e Auditoria (Dacra), Marguit Weber Meneguzzi; e o Conselho Municipal de Saúde, Alexandre de Almeida Silva. O encontro foi proposto pela Comissão de Saúde e Meio Ambiente do Legislativo (CSMA).

“O debate e a transparência são de grande importância, embora os números sejam duros e nos deixem extremamente preocupados. Vivemos nos dois últimos anos uma atipicidade nunca antes vista na história do sistema público de saúde, que foi a pandemia de covid-19. O represamento de cirurgias, consultas, exames, somado a uma grande fila que já era histórica, criou uma situação de resolução difícil no curto e médio prazos, pos temos oferta nos prestadores de serviço já muito próxima do limite”, ponderou a secretária antes de iniciar a explanação.

Em relação à Atenção Primária, Daniele ressaltou que a falta de médicos atual é de 21 profissionais, número que ainda impacta na rede de saúde, mas que o município chegou a ter deficit de 48 no início deste ano. A secretária destacou que um concurso a ser aberto no início de 2022 ofertará vagas para médicos com carga horária de 20 horas semanais, que é uma grande demanda uma vez que profissionais com 12 horas (referente ao concurso vigente) não atendem à necessidade das Unidades Básicas de Saúde (UBSs). A secretária contextualizou a dificuldade de contratação no sistema público em relação ao privado, sobretudo em função do salário mais atrativo no particular.

Daniele assegurou que os mutirões da Atenção Primária em Saúde seguirão sendo realizados nos próximos meses para amenizar a espera e proporcionar mais uma possibilidade à população. A secretária também apontou para vinda, em 2022, de mais 11 profissionais (com carga horária de 40 horas semanais) do programa Médicos do Brasil (antigo Mais Médicos). O Município já encaminhou a documentação necessária e teve sinalização positiva.

Em relação à média e alta complexidade, a secretária apresentou a demanda de 6.460 cirurgias eletivas (não urgentes) autorizadas e não realizadas, principalmente nas áreas de cirurgia geral e traumato-ortopedia. Também há 1,7 mil pacientes de outros municípios aguardando operação eletiva em Caxias, uma vez que o Município é referência para mais 48 cidades. A SMS solicitou aos hospitais Geral, Virvi Ramos e Pompéia a possibilidade de ampliar a oferta, mas todos alegaram questões técnicas e financeiras, uma vez que a tabela SUS tem valores defasados.

Em função disso, os hospitais dependeriam de suplementação por parte do Município, o que não é possível no momento atual. “Por isso, trago mais uma vez um pedido a vocês, vereadores, para nos ajudarem a fazer pressão em Brasília e também no Governo do Estado para equalização do Teto Mac, que é o valor que recebemos do governo federal para pagar todos os procedimentos de média e de alta complexidade, internações, cirurgias, exames. Caxias paga, dos seus recursos próprios, quase R$ 500 mil ao mês para cobrir a diferença em relação ao que recebemos do governo federal. E só vamos conseguir reduzir o tamanho das filas se tivermos recursos, bem como capacidade física e operacional e disposição dos hospitais para realizar esses procedimentos”.

Em relação aos exames, são 8,7 mil pacientes na espera, e a capacidade de oferta é de 2,3 mil ao mês. Os serviços, que também já tinham espera, foram afetados pela pandemia, como intervalo maior entre um atendimento e outro, o que diminuiu o número geral, bem como o período em que as agendas foram canceladas durante o agravamento da pandemia. Já sobre consultas com especialistas, são 39 mil pessoas em espera, com maior procura por reumatologia, dermatologia, traumatologia, cirurgia geral, proctologia e gastroenterologia.

Todos os meses, o Município oferta cerca de 13 mil atendimentos especializados para primeira consulta. A secretária explicou que a fila de espera já era historicamente grande e que, com mais busca por atendimentos na Atenção Primária, consequentemente aumentou a demanda por consultas especializadas e exames.

Por fim, a secretária informou que o Município deve finalizar 2021 com 28% da sua receita aplicada em saúde, sendo que o orçado no início do exercício era 25%. Legalmente, esse percentual seria de apenas 15%.

Além dos vereadores integrantes da CSMA e outros parlamentares, estiveram presentes os diretores dos hospitais Virvi Ramos, Cleciane Doncatto Simsen, e Hospital Geral (HG), Sandro Junqueira. Junqueira destacou que o que preocupa o HG para realização de mais procedimentos é a carência de espaço físico. Já a diretora do Virvi Ramos apontou que há espaço físico, sobretudo pela área ocupada pelo hospital de campanha, e que o Virvi solicitou habilitação para prestar atendimentos de hemodiálise e oncologia pelo SUS.

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Foto por Cristiane Barcelos

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