1. Início
  2. Notícias
  3. 2022
  4. Setembro

Representantes de 33 municípios defendem manutenção de serviços no Pompéia

Grupo fará documento indicando três anos para transição de atendimentos a outras instituições; encontro teve presença da secretária estadual da Saúde

Atualizada dia

Prefeitos e secretários de saúde de 33 municípios da Macro Serra manifestaram, em reunião com presença da secretária estadual da Saúde, Arita Bergmann, total apoio às decisões que forem tomadas pela Prefeitura de Caxias do Sul para garantir a adequada prestação de serviços à população atendida por meio do Sistema Único de Saúde (SUS). O grupo definiu pela emissão de documento conjunto em defesa da manutenção dos serviços do Hospital Pompéia, com prazo de três anos para transição para que outras instituições absorvam os atendimentos que o Pompéia quer reduzir. O encontro ocorreu na tarde de quinta-feira (15/09), no auditório da Prefeitura, convocado pela 5ª Coordenadoria Regional de Saúde (5ª CRS) e aberto a todos os municípios da Comissão Intergestores Regional (CIR) da Macroserra.

A secretária estadual Arita Bergmann manifestou total apoio às definições que o Município tomar para manter os atendimentos à população local e regional e destacou a união dos municípios. “Estamos aqui para dizer o que todos já disseram: as pessoas em primeiro lugar. Evidentemente, que a melhor alternativa, se houver possibilidade de diálogo, é de que deem três anos para construirmos saídas para substituir o Pompéia. O senhor, prefeito, pode contar conosco, pois tenho certeza de que, nós, do Estado, junto dos municípios, acharíamos as alternativas. A região não pode prescindir de todos os serviços, na integralidade daquilo que foi contratualizado”, afirmou a secretária Arita.

O encontro foi conduzido pela titular em exercício da 5ª Coordenadoria Regional de Saúde (CRS), Solange Sonda. A secretária municipal da Saúde de Caxias, Daniele Meneguzzi, apresentou dados da produção do Pompéia e de repasses de recursos. Daniele lembrou acordo mediado com o Ministério Público (MP) para manutenção do contrato até 31 de dezembro, após o hospital ter proposto descontinuar o serviço materno-infantil e uma série de reduções nos atendimentos, até então pactuados até 30 de setembro.

O prefeito Adiló Didomenico lembrou o histórico da instituição e a importância de uma construção coletiva, uma vez que o fechamento de serviços poderia ocasionar situação de calamidade regional. “Esse hospital tem história na região que transcende as paredes do prédio, foi construído com recursos públicos e da comunidade. Por isso, contamos com o apoio dos senhores e agradecemos, porque vidas não se negocia. Estamos em um momento difícil, em que o Pompéia pede a redução de serviços, mas isso exige a anuência do Estado e o credenciamento no Governo Federal. Se fecharmos todos os serviços que o Pompéia propõe, corremos o risco de termos pessoas morrendo na porta dos hospitais”, destacou.

Diego Espíndola, secretário-executivo do Conselho das Secretarias Municipais de Saúde do Rio Grande do Sul (Cosems) afirmou que "nossa urgência é pela defesa da vida das pessoas. Não deixaremos Caxias do Sul sozinha nessa luta e apoiaremos o que for decidido". Diogo Siqueira, prefeito de Bento Gonçalves apontou que "quando existe vida em risco, não se pode negociar preço. No que depender de Bento, estamos à disposição para apoiar".

Outros prefeitos e secretários municipais de Saúde também se pronunciaram em defesa da manutenção de serviços e em apoio a uma possível intervenção. Um documento resultante da reunião da Comissão Intergestores Regional (CIR) será encaminhado à Comissão Intergestores Bipartite (CIB) estadual. A vice-prefeita Paula Ioris também esteve presente na reunião.

Galeria de imagens
1 de 4 imagens

Foto por Samuel Maciel

Foto por Samuel Maciel

Foto por Samuel Maciel

Foto por Samuel Maciel